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Luto

O luto não tem prazo…e isso é o mais difícil de aceitar

Sara Valadares
O luto não tem prazo…e isso é o mais difícil de aceitar

Há pessoas que acham que já “deviam estar melhor”.

Porque já passaram meses ou anos. Porque a vida continuou. Porque os outros já deixaram de perguntar.

Mas o luto não funciona por calendário.

Há dias tranquilos e depois há dias em que a ausência volta inteira, sem aviso.

Às vezes basta uma música. Um cheiro. Uma data. Ou aquele impulso automático de querer contar alguma coisa a quem já não está.

E dói outra vez.

Não da mesma forma do início. Mas dói.

O mais difícil no luto é perceber que não se “ultrapassa” uma perda. Aprende-se, aos poucos, a viver com ela.